Existe lugar para a música clássica na nossa TV?

quinta-feira, 13 de março de 2014 | Postado por: Allisson Marques | 0 comentários

O garoto que toca algum instrumento musical é visto como uma exceção na periferia e sai no telejornal. A garota que se destacou no balé e fez a diferença entre as crianças carentes do morro, ganha uma casa do apresentador X. Dessa forma, é possível ver algumas informações relacionadas a música clássica na televisão, sempre com um toque de emoção e assistencialismo, típicos de nossos programas de auditório ou jornalísticos mais populares, sobretudo no domingo, dia de maior concentração da família em casa.

Tempos atrás, Fausto Silva até insistiu em levar música clássica para seu domingão e deu certo. Com a participação de Arthur Moreira Lima acompanhado de uma orquestra de Volta Redonda, a atração dominical quase bateu 30 pontos de audiência, bem mais que o normal para o horário, surpreendendo. Mas a Globo, ainda com pé atrás, quer se dedicar principalmente a classe C e D e ainda não permitiu uma maior penetração desse estilo em seus programas.

Mas tem quem insista. Já assistiram o canal "Arte 1", do Grupo Bandeirantes? E o "Clássicos" da TV Cultura, nas noites de sábado?

E foi o programa "Clássicos", com a Orquestra Sinfônica de São Paulo regida pelo Maestro Isaac Karabtchevsky, que me chamou atenção mostrando uma certa regularidade na audiência da TV Cultura durante sua exibição. Tem público fiel, desperta interesse.

Por que, então, a Globo, usada como exemplo aqui por ser a maior audiência da televisão brasileira e, até onde se sabe, a maior audiência da televisão aberta no continente, abriu espaço para a música gospel e tornou alguns de seus intérpretes conhecidos? Por venderem e atingirem o povão com uma maior velocidade, acredito. Não é preciso ensinar ninguém a gostar de algo com maior qualidade, quando falamos no gospel dos dias atuais. Até festivais de música desse segmento a Globo transmitiu. Carona num estilo já conhecido e crescente entre a "nova classe emergente" é mais simples. Não sou um chato, que repudia o popular e quer passar uma imagem elitizada. Não mesmo. Até umas febres musicais que despontam de vez em quando como as "Valescas da vida", eu curto.

O lance não é ser "metido a besta", é ser livre para gostar e pedir música clássica na TV, também.

Esse será só mais um texto, entre muitos outros que criticam as barreira impostas em nossos veículos de comunicação de massa para música de qualidade, em especial a clássica, mas, mesmo que seja lida por apenas duas pessoas, que seja compreendida e ajude a fazer essas duas pessoas refletirem sobre isso.

Essa é a minha opinião!

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